Repelentes de lobos

Os ataques podem afetar vacas, bezerros, potros, cavalos, ovelhas, cabras e outros animais domésticos. Para além da perda direta de animais, um ataque pode provocar ferimentos, abortos, stress no gado e outros prejuízos económicos.

Existem diferentes sistemas para afugentar o lobo e proteger o gado:

  1. Ultrassons e sons.
  2. Luzes.
  3. Odores.
  4. Recomendações adicionais.

Pode contactar-nos para obter mais informações.

Que animais pode o lobo atacar?

A presença do lobo pode causar problemas graves quando se aproxima de explorações pecuárias. Embora faça parte do ecossistema e a sua alimentação natural se baseie principalmente em animais selvagens, também pode atacar gado doméstico, especialmente quando encontra animais acessíveis e com pouca proteção.

O lobo é um predador oportunista, capaz de se adaptar a diferentes fontes de alimento. Quando tem acesso ao gado doméstico, pode atacar diferentes espécies.

Entre os animais que podem ser afetados encontram-se:

  • Vacas e bezerros.
  • Potros e cavalos.
  • Ovelhas.
  • Cabras.
  • Outros animais de criação.
  • Em determinadas circunstâncias, animais domésticos de menor porte.

O risco pode aumentar quando existem animais jovens, exemplares feridos ou zonas de pastagem onde o gado permanece sem vigilância ou proteção suficiente.

Como proteger o gado contra o lobo

Não existe um método único que funcione em todas as situações. A melhor estratégia consiste, geralmente, em combinar diferentes sistemas de proteção e dissuasão.

Entre as medidas utilizadas encontram-se as cercas, a vigilância, os cães de proteção do gado e diversos dispositivos dissuasores.

Os estudos sobre a proteção contra o lobo têm obtido bons resultados com determinadas medidas físicas e de gestão, especialmente quando se combinam diferentes sistemas.

Além disso, os dispositivos dissuasores podem revelar-se especialmente interessantes quando se pretende evitar que o animal se habitue a uma determinada zona.

Ultrassons para afugentar lobos

O lobo tem uma audição muito desenvolvida, pelo que os ultrassons para afugentar lobos podem parecer uma opção interessante.

No entanto, é importante distinguir entre perceber um ultrassom e reagir fugindo perante ele.

Os estudos disponíveis indicam que os lobos podem reagir a determinadas frequências ultrassónicas, mas nem todos os sons provocam uma reação de fuga. Num estudo experimental, os lobos reagiram aos ultrassons, embora não tenham chegado a fugir perante os sinais utilizados.

Por isso, os dispositivos ultrassónicos podem ser considerados como uma ferramenta complementar, especialmente quando se conhece uma zona específica de passagem do lobo, mas não se deve partir do princípio de que qualquer aparelho ultrassónico irá, por si só, resolver um problema de ataques.

Onde utilizar um repelente ultrassónico para lobos?

A localização pode ser especialmente importante.

Instalar o dispositivo numa zona de passagem conhecida, perto do perímetro que se pretende proteger ou nos pontos de acesso ao gado, pode aumentar as hipóteses de o animal receber o estímulo.

A deteção prévia das zonas de passagem através de observação, câmaras ou outros sistemas pode ajudar a determinar onde colocar os dispositivos.

Sons para afugentar o lobo

Outra possibilidade consiste em utilizar sons como sistema de dissuasão.

Os sons podem ser percebidos a uma distância considerável e gerar uma reação de alerta no animal. O objetivo não consiste apenas em assustá-lo num momento específico, mas sim em fazer com que associe determinados locais ou situações a uma experiência que lhe resulte desagradável.

Neste sentido, pode-se falar de condicionamento ou aprendizagem de aversão, embora isso não deva ser interpretado literalmente como «educar o lobo como se fosse um cão».

A eficácia dos estímulos acústicos depende de inúmeros fatores e pode diminuir se o animal se habituar ao som. As investigações sobre sistemas acústicos e luminosos mostram precisamente que a habituação pode reduzir a sua eficácia com o passar do tempo.